segunda-feira, 26 de junho de 2006

Final da Copa com OPEN BAR!!!


VOCÊ NÃO VAI QUERER PERDER!!!
INGRESSOS ANTECIPADOS A 15 REAIS (até 27.06)
fotos do local: www.caub.cjb.net

quarta-feira, 14 de junho de 2006

domingo, 21 de maio de 2006

Confiteor*

Confiteor Deo omnipotenti, ---- [Eu confesso, ao Deus onipotente,]
beatæ Mariæ semper Virgini, ---- [à abençoada Maria sempre Virgem,]
beato Michæli Archangelo, ---- [ao abençoado Miguel, o Arcanjo,]
beato Ioanni Baptistæ,
---- [ao abençoado João, o Batista, ]
sanctis Apostolis Petro et Paulo,
---- [aos santos Apóstolos Pedro e Paulo]
omnibus Sanctis, et vobis, fratres
---- [a todos os Santos e a vocês irmãos e irmãs]
(et tibi pater),
---- [(e a você Padre)]
quia peccavi ---- [Porque muito pequei]
nimis cogitatione, verbo et opere: ---- [Por pensamento, palavra e ação:]
mea culpa,---- [por minha culpa,]
mea culpa,
----[por minha culpa]
mea maxima culpa
.
----[por minha máxima culpa.]

Ideo precor beatam Mariam ---- [Portanto, rogo à abençoada Maria]
semper Virginem,
---- [sempre Virgem,]
beatum Michælem Archangelum,
----[ao abençoado Miguel, o Arcanjo,]
beatum Ioannem Baptistam,
---- [ao abençoado João, o Batista, ]
sanctos Apostolos Petrum et Paulum,
----[aos santos Apóstolos Pedro e Paulo]
omnes Sanctos, et vos, fratres
----[a todos os Santos e a vocês irmãos e irmãs]
(et te, pater),
----[(e a você Padre)]
orare pro me ad Dominum Deum
----[Rogai a Deus nosso Senhor, por mim.]
nostrum.
Amen.
----[Amém.]

* O Confiteor não é uma confissão de pecados, mais sim a admissão da natureza imperfeita do indivíduo e do desejo deste em procurar corrigi-la. (http://en.wikipedia.org/wiki/Mea_Culpa)

"No meio de uma grande fúria, não responda a carta de ninguém."

Eis um provérbio chinês de que me esqueci ao escrever a postagem de ontem à noite. Gostaria de pedir desculpa aos meus amigos por ter dito, ainda que sem intenção, algo triste e peasado que não era verdade. Agradeço muito a um desses amigos que me fez ver o quanto fui injusto e inconseqüente ao escrever o que escrevi.

Estou tentando mudar... me permitir viver mais e me preocupar menos, mas os primeiros passos de uma criança que muito se demorou a tentar andar são sempre mais difíceis. Espero que vocês possam compreender que não tive a intenção de me referir àqueles com quem tantas vezes já vivi momentos felizes, muito menos àqueles que me arrisco a dizer que conheço, ao menos um pouco.

Peço desculpas também por muitas vezes não ser explicito quanto ao carinho que sinto pelas pessoas. Quero ressaltar, àquelas que já declarei abertamente o meu carinho, que jamais expressei um sentimento que não fosse real e que, portanto, o que escrevi nada muda sobre o que sinto por vocês. Sei que reafirmar o meu carinho aqui não muda como vocês podem ter se sentido ao lerem o texto anterior, mas estou fazendo aquilo que está ao meu alcance, nesse momento, para clarear as coisas.

Fui muito rancoroso em minhas críticas e posso até naum ter parado para olhar para a minha, grande, parcela de culpa em tudo isso, e acabei atirando pedras até mesmo sobre aqueles que amo, mais uma vez: "No meio de uma grande fúria, não responda a carta de ninguém."

segunda-feira, 20 de março de 2006

Divagações sobre a minha pessoa e seus problemas

A Solidão, a Saudade e o Vazio tem sido as minhas companhias mais constantes. Não importa quão feliz seja o ambiente, ou quantas (e quais) pessoas eu tenha a minha volta, um, ou todos, deles sempre me acompanha. Me sinto só porque não "alcanço" as pessoas à minha volta, e nem elas me alcançam: existe uma barreira que nos separa e não sei dizer se ela envolve a mim, a elas, ou a ambos, separadamente. Tenho Saudades de meus pais e de todas as pessoas que são minhas amigas de verdade; mas também tenho saudade dos lugares que ainda não visitei, da namorada que ainda não conheci, do beijo que ainda não provei, do amor que não amei... E o Vazio, diz respeito exatamente a está saudade do "desconhecido". Não importa quem eu tenha do meu lado, ou o quanto a pessoa esteja próxima (fisicamente), parece sempre haver um espaço entre nós dois que parece impossível de preencher, e que ao mesmo tempo tem uma forma definida que não consigo ver, e por isso não encontro a peça do quebra-cabeças.

Tudo isso tem o efeito de uma pesada carga sobre as minhas costas: estou sempre cansado e desanimado, é raro sorrir com prazer verdadeiro e muitas vezes me deixo vencer, ainda que momentaneamente, pelo pessimismo disfarçado de experiência. Não que boas e gostosas gargalhadas não sejam freqüentes, mas toda alegria tem sido efêmera, e mesmo aquela sensação boa que sentimos depois de rir por muito tempo parece durar muito menos do que costumava.

Concluí, porém, que estava me enfiando numa busca desesperada por uma pessoa que desconheço, encontrando-a em cada ser, às minhas vistas, mais luminoso que eu encontrava, sempre imaginando como seriam as coisas com esta ou aquela pessoa ao meu lado, e começando a interpretar qualquer atenção dispensada como interesse. Pelo visto, o que ocorreu é que quando a última pessoa que se candidatou a ocupar o vazio que me acompanha saiu da minha vida, deixou aberta e desvigiada a porta que abriu para entrar, deixando livres o desejo de se envolver, e a necessidade de ter alguém ao meu lado.

Se a paciência despreocupada e não desejante não atirou em meu colo alguém que me ajudasse a encontrar as respostas às perguntas que me atormentam, e que me desse o carinho e o acolhimento de que tanto necessito; não será, também, me atirando numa caçada selvagem que encontrarei tal companhia. Resta-me ser paciente e atento, deixando, momentaneamente, os desejos de lado, tentando desativar as minhas defesas, procurando entrar na vida das pessoas e trazê-las para a minha, e, principalmente, desistindo de encontrar a qualquer custo e o mais rápido possível, alguém capaz de amenizar o vácuo que me acompanha e me suga as energias. Ao mesmo tempo eu preciso aprender a equilibrar-me entre o profissional e o pessoal, pois ninguém é obrigado a aturar um trabalhador-compulsivo. Venho perdendo várias oportunidades de relaxar e conversar, conhecer pessoas, curtir bons momentos com outras já conhecidas; tudo isso porque não consigo parar de trabalhar e procurar mais trabalho quando estou envolvido em algum evento.

Bem, esse foi um longo desabafo. Apartir de hoje estou de férias na UnB, mas por conta de outros compromissos assumidos nem vou poder sair de Brasília. Mais um recesso por aqui, que eu tenha energias para aproveitar este tempo da melhor maneira possível!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

Parem o mundo que eu quero ESCREVER!!! (Confusões, sucessos e algumas "remadas")

Infelizmente não tenho muito tempo e não poderei explicar melhor o título acima, as confusões e sucessos tem haver com a calourada de REL que aconteceu nesse último sábado e que, apesar de toda a confusão criada por ela, acabou sendo um sucesso. Sobre as "remadas", segue a música So Fine do Guns n' Roses:

So Fine

Guns N' Roses

Composição: Duff McKagan

How could she look so fine
How could it be she might be mine
How could she be so cool
I've been taken for a fool so many times
It's a story of a man
Who works as hard as he can
Just to be a man who stands on his own
But the book always burns
As the story takes it turn
An leaves a broken man
How could she be so cool
How could she be so fine
I owe a favor to a friend
My friends they always come through for me
Yeah
It's a story of a man
Who works as hard as he can
Just to be a man who stands on his own
But the book always burns
As the story takes it turn
An leaves a broken man
If you could only live my life
You could see the difference you make to me
To me
I'd look right up at night
And all I'd see was darkness
Now I see the stars alright
I wanna reach right up and grab one for you
When the lights went down in your house
Yeah that made me happy
The sweat I make for you
Yeah...I think you know where that comes from
Well I'd look right up at night
And all I'd see was darkness
Now I see the stars alright
I wanna reach right up and grab one for you
When the lights went down in your house
Yeah that made me happy
The sweat I make for you
I think you know where that comes from
How could she look so good(So good)
How could she be so fine
How could she be so cool
How could it be she might be mine

sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

CANINOS POR UM MUNDO MELHOR!

Antes de mais nada, espero que meus primos e irmãos queridos compreendam que o que expressarei abaixo não é nenhuma tentativa de diminuí-los ante os humanos, nem de fazer revolução social, é apenas uma tentativa de abrir os olhos dos nossos primos “bípedes-de-telencéfalo-super-desenvolvido-e-com-polegares-opositores” para o quanto eles tem sido injustos com os da sua espécie e o quanto essa injustiça é responsável pelo mal estar de todos nós, caninos e não-caninos. Ressalvas feitas, vamos ao que interessa:
...
Dia desses, por mera curiosidade, abri a “Revista do Correio” que estampava em sua capa a manchete “Virgens com orgulho”. Qual não foi a minha surpresa ao encontrar, logo após tão construtiva matéria (sem nenhuma ironia aqui, já que, num mundo ameaçado pela AIDS e tantas outras DST’s, sem falar da superpopulação por humanos, responsabilidade sexual é uma coisa que merece grande atenção) uma outra entitulada: “Vida de Cão”, e que estampava a foto de uma bela cachorrinha e outra do seu garboso irmão, ambos adornados com coleiras de ouro com detalhes em pedras semipreciosas (que custam por volta de 200 dólares!). Lendo a reportagem fiquei sabendo que eles eram avessos à perfumaria canina e que gostavam mesmo era de perfumes franceses que chegam a custar R$ 600,00 o frasco. Tomei conhecimento, também, de um “Husky” que, não obstante nadar com seus humanos na piscina deles, tem uma privativa para si. Isso sem mencionar as pomposas festas de aniversário que alguns primos mais ricos e famosos costumam oferecer na casa de seus humanos!

Lia e pensava o quanto eles não devem ser felizes sendo tão ricos, tão mimados pelos seus humanos. Imaginava o quanto seria bom andar bonito e cheiroso pelas ruas, atraindo tantas e tantas cadelinhas! Mas a medida em que sonhava com isso, começa a pensar nos seguranças que meus humanos precisariam contratar para me acompanhar nos passeios, e nos grandes muros e muitas grades que teriam que colocar em nossa casa nos proteger de toda essa criminalidade que assola as nossas vidas. No fim, eu acabaria cheio de presentes e riquezas, mas trancafiado em casa, sem poder sair para curtir a vida e conhecer outros seres e lugares. De que me serviria tudo isso, então? De que adianta ter tantas coisas bonitas e perfumes cheirosos se jamais poderei usá-los nos meus passeios pelas ruas e pelo parque, ou melhor, se nem tais passeios poderei fazer por medo de ser seqüestrado, ou mesmo “caçado” para ser transformado em alguma “iguaria chinesa”?

A medida que pensava sobre o assunto, que tentava entender porque existem todas essas ameaças, lembrava dos milhões de famintos que existem no mundo: cães, gatos e até humanos! É tão comum ouvir sobre os milhões que vivem com menos de 1 dólar por dia! É comum também ler nos jornais sobre aqueles que roubam pelo desespero da fome. Além da ameaça direta desse “exército de marginalizados” à nossa vida de prazeres e felicidade, me sinto também moralmente culpado de saber que, enquanto durmo numa almofada de seda, tantos outros não tem nem com que se proteger do frio! Como posso ser feliz assim? Oprimido pela fome, pelo frio e pela dor dos meus semelhantes caninos, felinos e humanos? A minha simplória gravatinha começou a pesar na garganta, minha almofada de seda deixou de ser tão confortável, e minha felicidade foi substituída por um grande vazio! Como posso ser feliz se a cada passo na rua sou lembrado que a miséria existe? É impossível não ver, é cruel não se comover, e é impensável ser feliz com tanta tristeza à nossa volta. Por melhores que sejam as nossas condições hoje, a miséria à nossa volta estará sempre ali – na forma de pedintes, desabrigados, famintos, desnutridos... – para manchar a nossa felicidade com o seu sofrimento, para atormentar a nossa paz com o medo de que eles se voltem contra nós. É preciso fazer algo! E já que nossos humanos permanecem atordoados e inativos frente a tudo isso, cabe a nós, mais uma vez, mostrar-lhes o caminho, e é com esse intuito que convoco a todos os demais animais a aderir à campanha:

“TROQUE SUA COLEIRA POR UMA CRIANÇA POBRE!”

segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

Quem sou eu?

Meus amigos,

Estava dando uma olhada no horóscopo chinês, observando as características que são atribuídas aos animais e, conseqüentemente, aos que nascem sob o signo destes. Nunca fui muito de dar atenção a essas coisas, mas fuçando a internet por curiosidade acabei notando algo muito curioso, dêem uma olhada nos links abaixo e depois deixem a sua opinião, sincera, nos comentários:

E aí? qual destes animais mais refletem a minha personalidade? Não deixem minha explicita preferência pessoal interferir na opinião de vocês, ok?

quinta-feira, 8 de dezembro de 2005

A conflitante dualidade do Ser (ou O Mundo em Preto e Branco)

Tenho problemas. Às vezes me sinto difícil de se fazer compreender, não consigo fazer as coisas da forma que quero e quando quero. Penso, logo desisto, raras são às vezes que vou do mero pensamento inerte à ação interventiva. Observo, não compareço, não me comprometo, não compartilho, não sinto. Isso mesmo! Não sinto! Tenho problemas! Mas é isso aí, que não os tem, não é verdade?

Puro ou Impuro.
Moral ou Imoral. Inocente ou Culpado. Espiritual ou Carnal. Desinteresse ou Utilitarismo. Carinho ou Sexo. Preto ou Branco. No extremo só me existem essas duas cores, esses dois tons, essas duas alternativas. Não sei que espécie de experimento "racionalista sórdido" fiz comigo mesmo a ponto de classificar tudo num "arquivamento dual", só sei que isso me tornou um ser confuso e que constantemente sofre na eterna opção entre uma extremidade e outra, sempre 50% (in)satisfeito. E mais que isso! Ao dicotomizar o universo, no limite das minhas abstrações racionais - procurando eliminar o máximo de variáveis para tornar o que analiso previsível - perverto cada pensamento, palavra, emoção ou sentimento. Transformo-os num "algo" tachado e valorado de acordo com uma Moralidade profundamente dual que não me permite sentir e viver as nuances.

Obrigo-me a viver entre a "pureza das crianças" e os mais profundos e lascivos dos meus desejos, sem meio termo, sem espaço para transições graduais ou incertezas de classificação. Ou sou bom, gentil, carinhoso e "INOFENSIVO" ou utilitarista, sedutor e lascivo... Sem meio termo!

O que ganhei com isso? Nem eu mesmo sei mais! Deixei de ser alguém "nulo", inotável na multidão para me tornar um Ser visto, ouvido, e - às vezes - até adimirado! A que preço? Desaprendi a demosntrar sentimentos interpessoais, tudo o que me resta é um (nem tão) desapegado amor incondicional que me faz "servir" a tod@s em busca da minha própria, e egoísta, satisfação pessoal. Construí uma imagem firme, paciente, constante, tranquila, inabalável e intocável... e pra que? Pra "posar" de "Anjo-da-guarda" (no sentido assexuado e a-sentimental do termo) e ombro amigo de todos e, no fim, quando precisar desesperadamente deste tipo de ajuda esconder - inconscientemente - tão bem tal necessidade a ponto de enganar, superficialmente, até a mim mesmo, enquanto sofro internamente de uma solidão incomensurável auto-imposta por esta mesma imagem?

Nunca passou pela minha cabeça a idéia de ser qualquer tipo de Benfeitor. Nunca tive a audácia de pensar que esse era o propósito da minha vida: servir ao próximo. Nunca tive convicções quanto a recompensas espirituais que adviriam desta postura, mas agi assim, por quê? Nunca Tive o desejo de ser "um novo Cristo", muito menos de "dar lição de moral", mas me fiz assim, por quê? Cansei...

Cansei de tanta "perfeição", de tanta "auto-construção" e "auto-imposição". Quero ser livre, imperfeito, errado, e, principalmente, sentimental... MUITO SENTIMENTAL! E Eu quero tudo: sofrimento, frio e perda; felicidade, aconchego e conquista! É hora de aprender a viver a própria vida, tomar os próprio tombos, machucar e ser machucado e, até mesmo, amar e ser amado, se me fizer capaz!

Desculpem o desabafo desconexo, mas precisava dizer isso a mim mesmo e achei ser esta a melhor forma.

terça-feira, 29 de novembro de 2005

NÃO PERCA: ENQUANTO A GORDA CANTA! TODAS AS QUARTAS-FEIRAS ÀS 16h

AMIG@S,

VENHO ATÉ VÓS NO DIA DE HOJE APENAS PARA INFORMAR O SEGUINTE:

AGORA TENHO, JUNTAMENTE COM UM AMIGO, UM PROGRAMA NUMA RÁDIO! (AEHUIAEHAEIU) ISSO MESMO! EU, COM ESTA MINHA "BELÍSSIMA" VOZ ROUCA TENHO UM PROGRAMA DE RÁDIO. FAÇAM O TESTE! TENHAM CORAGEM, OUÇAM:

ENQUANTO A GORDA CANTA!
QUARTA-FEIRA:16h

para ouvir, basta acrescentar a seguinte URL à lista de reprodução do seu tocador de mp3:
http://orelha.radiolivre.org:8000/ralacoco

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

Vamos com calma...

Silêncio Absoluto. Abro os olhos. Escuridão. Estou envolvido num abraço suave e terno. Não a vejo. Tranquilidade. Sinto-me completamente acolhido, defeso de todas as ameaças do mundo, distante de tudo e todos. Ao buscar-lhe os lábios com os meus, tudo começa a se desfazer: texturas, tato, sentimentos, sensações. Tudo cessa... E enquanto sinto estas transformações ouço uma voz cândida e trêmula: "Vamos com calma, está bem?"...
Despertador toca. É hora de dar início a mais um dia. Um dia greve, como tem sido todos os outros nos últimos dois meses. Estágio, almoço, às vezes aula, às vezes casa. Pouca coisa pra fazer e muita coisa por fazer. Mas me pergunto, o que foi isso? Tudo parecia tão real! No fundo sei, ou imagino saber, quem estava ali comigo, mas por que isso? por que agora? e por que hoje? Simplesmente não sei, e acho melhor não devanear ou criar expectativas sobre isso, como ela mesmo disse: "Vamos com calma"...
Nos últimos tempos tenho aprendido a existir, simplesmente isso, quase como vegetar. Hoje foi diferente. Os servidores sairam da greve e o RU está reaberto. Reencontrei várias pessoas ao andar pela UnB entre o RU e a FA, entre o almoço e aula. Cada reencontro acendia um pouco mais a felicidade que eu sentia. Ainda à noite, quando saí, convidado às pressas pra assistir a um show no teatro nacional, encontrei mais uma amiga, uma que a muito não via. Hoje foi um dia feliz, felicidade simples e boba. Felicidade de criança. Felicidade dos sábios, dos que sabem valorizar as pequenas coisas da vida. A felicidade de alguém que, já há muito tempo, sabe muito bem que "é solitário andar por entre a gente".

quinta-feira, 10 de novembro de 2005

"(s)words into plowshares"

Entre os dias 24 e 29 do mês passado (outubro) estive em Caxambu - MG para o Encontro Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação em Ciências Sociais, havia pensado em escrever aqui diariamente os fatos lá transcorridos mas acabei por não fazê-lo, num misto de falta de tempo e disposição.

O fato é que trasncorreu-se pouca coisa digna de relato por lá. Os dias se resumiram a palestras de altíssimo nível (nos quesitos organização e conteúdo) e festinhas meia boca que serviram apenas pra aumentar a integração entre "as nove vidas do gato", como nós, o grupo de 9 estudantes de Relações Internacionais, nos autodenominamos.

O momento apoteótico dos meus dias em Caxambu acabou sendo em meio a uma palestra. Verdade seja dita, eu estava quase que completamente alheio ao tema sobre o qual versava a professora Cristina Yumie (IREL - UnB), mas tal estado de divagação somado ao que ela dizia naquele exato momento levaram-me a um momento de iluminação em que surgiram possíveis soluções para alguns de meus problemas mais inquietantes: sobre o que escrever em minhas monografias de métodos de pesquisa em Relações Internacionais e trabalho final de graduação; o que fazer quando formar e por que continuar neste curso.

Naquele momento a professora falava sobre pessoas que, com os contatos certos, haviam levado em frente um projeto importante de desenvolvimento sustentável na amazônia que hoje se mantem com bastante sucesso. Nessa minha eterna ânsia de fazer algo cujos benefícios fossem além da minha, mísera, vida, vi numa iniciativa deste tipo a minha oportunidade para conjugar esta ânsia, o desejo de retornar ao nordeste e a minha atração pelas organizações da sociedade civil. Percebi que poderia escrever minhas monografias sobre o tema do desenvolvimento sustentável no nordeste, coletando dados sobre os projetos já existentes, seus pontos fortes e fracos, seus parceiros e outros parceiros em potencial para projetos deste tipo, as dificuldades enfrentadas, e etc. Feito isso, quando eu me formar a idéia é transformar "words into plowshares" - "palavras em pás" - ou seja, fazer o que poucas vezes acontece com os trabalhos acadêmicos: aplicá-los à realidade no intuito de mudá-la para melhor.

"Words into plowshares" também serve para as promessas feitas de 2 em 2 anos pelos nossos políticos para o povo carente do sertão. "Não basta dar o peixe, tem que ensinar a pescar". Não basta realizar os projetos, é preciso sensibilizar aquelas pessoas sobre os seus direitos, sobre o poder da sua mobilização e do seu voto, ajudar-lhes a desenvolver plenamente a cidadania e, principalmente, auxiliar-lhes no caminho para a independência e para a sustentabilidade desta independência, ensinando às novas gerações todas as práticas e idéias para uma convivência sustentável com o clima árido da caatinga e para um exercício ativo da cidadania.

Objetivo ambicioso, eu sei. Mas agora que o castelo está construido nas nuvens, resta-me construir os firmes alicerçes que o sustentarão por toda a vida. Acredito que, quando falamos de nossas vidas e objetivos, a única forma de construir de forma sólida os nossos sonhos, é preciso começar do fim: definir o que desejamos, para depois buscar erigir os sustentáculos destas ambições. Para tanto, é chegado o momento de exercitar virtudes há muito por mim negligenciadas: perseverança e disciplina.

Até aqui tenho feito as coisas da maneira fácil - por mais que a muitos não pareça, é assim que vejo - me esquivado dos grandes desafios, existido pelo simples prazer de existir. Quantas vezes não estudei apenas o "necessário"? quantas vezes não rejeitei uma tarefa por conta do trabalho que daria? E, principalmente, quanto tempo eu perco e para quantos compromissos me atraso (ou mesmo não compareço) por não me organizar? O objetivo é ambicioso, a tarefa é árdua, e é justamente por isso que preciso disciplinar-me o suficiente para conseguir estabelecer e seguir metas e métodos, preciso também aprender a perseverar com todas as forças, para não desistir em face dos obstáculos que encontrarei pelo caminho.

É tempo de mudar, iniciar uma nova era em minha vida! E, para tanto, necessito treinar as habilidades que serão tão necessárias para realizar estas mudanças e os sonhos que elas objetiva.

sexta-feira, 21 de outubro de 2005

Todo poder aos amigos...

Pessoal, desculpem a minha preguiça sem tamanho mas, mais uma vez, vou postar algo que não é da minha autoria, mas é que eu tava conversando com uma amiga (a Mariana) sobre a vida aqui em Brasília e a falta que fazem amigos de verdade aqui, então segue uma música que, de uma forma menos "corrente-de-e-mail" fala sobre a importância de vocês pra mim:

Drift Away

Guns N' Roses

Composição: Indisponível

Day after day I'm more confused
So I look for the light in the pouring rain
You know that's a game that I hate to lose
I'm feelin' the strain, ain't it a shame

Oh, give me the beat, boys, and free my soul
I wanna get lost in your rock and roll and drift away
Oh, give me the beat, boys, and free my soul
I wanna get lost in your rock and roll and drift away

Beginning to think that I'm wastin' time
I don't understand the things I do
The world outside looks so unkind
I'm countin' on you to carry me through

And when my mind is free
You know a melody can move me
And when I'm feelin' blue
The guitar's comin' through to soothe me
Thanks for the joy that you've given me
I want you to know I believe in your song
Rhythm and rhyme and harmony
You help me along makin' me strong

Abraços...

sábado, 8 de outubro de 2005

Um recorte de jornal...

Caminho do meio
  • Pensata 08/10/2005, FOLHA ONLINE

  • A companheira diz que é ansioso demais, a filha diz que fala muito bravo ao telefone, a empregada foi embora porque nunca fica satisfeito com nada, caramba.

    Aos amigos dedica uma atenção exagerada, e em geral fica esperando uma atenção que jamais virá, porque simplesmente não vai corresponder à falsa expectativa criada.

    Às injustiças destina um ódio impotente, porque no fundo sabe da ineficácia de seus meios para combatê-las --e isso aumenta ainda mais sua desolação.

    Aos maus desistiu de expor a bondade, aos bons não tem mais saco para alertar sobre os ódios que há. E aos ingênuos, de que adianta apresentar as malandragens da vida?

    Depara-se, portanto, com uma constatação inevitável: diante sempre de duas possibilidades, não sabe, não pode ou não quer escolher uma ou outra.

    Ainda há pouco pensou, quando aquela velha desilusão amorosa retornou às suas ruminações, que talvez fosse possível apostar no que pode ocorrer um pouco mais adiante do que se suicidar imaginariamente duas vezes ao dia.

    Cogitou também que, quem sabe, esteja exagerando no preto-no-branco, no isso ou aquilo, no tudo ou nada.

    Já perdeu tempo demais, constatou, sofrendo pelo que deixou de fazer, sem conseguir supor, imaginar ou simplesmente aceitar que tudo o que presenciou, experimentou, desfrutou ou teve de engolir daria enfim para uma, duas, três vidas.

    Lembrou-se então do sonho que outra boa amiga lhe contou: a mãe olha para ela solenemente e afirma: "Minha filha, tem gente que deixa de tomar dry martini só porque não tem azeitona."

    E diante disso concluiu que é possível, se não necessário, trilhar um caminho que pode ser aberto bem no meio das decisões que nunca mais quer tomar.
    Luiz Caversan, 50, é jornalista. Foi repórter especial e diretor da Sucursal
    do Rio da Folha. Escreve crônicas sobre cultura, política e comportamento
    aos sábados para a Folha Online.

    quinta-feira, 22 de setembro de 2005

    Dias Cinzentos: Greves, desânimo, solidão e... desapego!

    Faz tempo demais que não escrevo aqui para querer fazer uma atualização de tudo o que aconteceu nos últimos tempos. A verdade é que estou cada vez mais me tornando um mestre na arte de parecer ocupado enquanto na verdade tenho quase nada a fazer, isto é o que mais tenho aprendido aqui no estágio.

    Para não entrar de sola nas atualidades vou retomar rapidamente as coisas que aconteceram desde os últimos posts. Minha mãe me visitou nas férias. Foi muito legal tê-la aqui mas, infelizmente não tivemos tanto tempo juntos quanto gostaríamos. Apesar de ainda gostarmos um do outro o namoro com a Maria Elisa terminou, é uma estória longa e complicada que prefiro não detalher, o importante é que não ficaram mágoas (e nem motivos para elas), e espero que possamos seguir amigos enquanto nos for permitido viver. O CA (Centro Acadêmico) até agora não "virou", ou seja, não conseguimos implementar nenhum dos projetos que tínhamos, as razões: incapacidade de nos planejar e a GREVE na UnB. Estou tentando me empenhar mais no esforço de perder a timidez, cheguei até mesmo a puxar assunto com uma estranha na fila da "ópera". Retrospectiva feita sigamos ao que interessa...

    Incerteza. Sem dúvida essa é a melhor palavra para definir a minha vida nas últimas duas semanas, com o indicativo, e posterior deflagração, da GREVE na UnB tudo ficou incerto: férias, quais as aulas que vão parar e quais não vão, haverá aula hoje? O Que fazer se tiver que ficar aqui por causa de uma ou outra disciplina? Será que devo procurar um emprego? Todas essas questões afloram em minha mente no momento em que acordo e me fazem companhia ao longo de todo o dia, removendo qualquer resquício de inspiração que estivesse perdida em minha alma. Já não estava muito certo do que fazer, e agora que a única alternativa sólida se esvai no ar não tenho idéia do que fazer para otimizar meu tempo, para construir experiências validas que alicercem o meu futuro como cidadão e profissional.

    Solidão: S.f. 1. "Situação ou sensação de quem vive isolado numa comunidade." (Aurélio); 2. Arte de conseguir sentir-se abandonado mesmo em meio a lugares lotados; 3. Companheira dos inadaptados. Não importa aonde eu esteja nem como eu me sinta (feliz ou triste), no fundo me sinto só, vazio. Falta-me algo que o que é não sei, mas muito gostaria de saber. A única pista quanto a isso é o fato de que há muito ouço um "chamado da estrada", um convite sedutor para largar toda a monotonia, por uns tempos, e me dedicar a conhecer melhor os mundos a minha volta e dentro de mim. Espero em breve poder ter a primeira experiência desse tipo.

    O Mais engraçado dessa estória é que, por mais que tivesse motivos, não estou realmente triste, nem feliz, tenho encarado a vida com desapego e amor, vivido cada momento, executado cada tarefa, como se não houvesse nada mais, nem antes nem depois. É uma sensação sublime, mas que ao mesmo tempo amplia ainda mais a sensação de "distância do próximo". Assim que tiver alguma pista sobre o que é isso ou porque estou assim, escrevo; por enquanto fico por aqui...

    sexta-feira, 12 de agosto de 2005

    Ughh!!!

    Não sei, não faço nem se quer idéia... num momento tudo parece bem, no seguinte uma falta enorme, um vazio profundo, me preenche. Mas por mais trágico que isso possa parecer vocês não devem nunca esquecer do quanto sou dramático, principalmente quando escrevo, o fato é que está tudo muito bem! Estou fazendo um estágio legal, fazendo aulas legais e envolvido em projetos legais; a república passou por uma reestruturação total, mudou três quintos dos seus membros, mas tudo aponta para uma situação final bem próxima da que tinhamos antes: convivência fácil, armoniosa e pacífica.

    A nova composição da república é bem mais híbrida (em relação aos cursos presentes) que a anterior, agora temos 2 internacionalistas (Eu e o Caio do 2º semestre), 1 Calouro-"comunicante"(Leonardo o nome dele, até agora só falei com ele pelo tel, mas parece ser boa pessoa), 1" computeiro" formado (O Luciano, grande cara, tem sido um amigão pra mim, me ajudado com algumas dificuldades, sejam financeiras sejam emocionais) e o Thiago (dos tempos de petrolina e que agora mora aqui tb!!!) que tá cursando Educação Física na UnB; apesar da aparente discrepância de interesses antevejo uma comunhão de objetivos e uma convivência feliz.

    O Estágio continua na mesmo, estou gostando de ter pouco o que fazer lá, assim me dedico a mais de uma atividade pela manhã (estágio+qualquer outra coisa) e meu tempo rende mais! Estou cada vez mais gostando de me ocupar com várias coisas e, principalmente, tenho me interessado por tarefas administrativas e de coordenação de grupos, agora com as atividades do CA acredito que vou poder saber se realmente gosto disso, mas o fato é que, quanto mais trabalho aparece, mais eu quero, e fico feliz com isso, porque estou me envolvendo voluntariamente e apenas com coisas que julgo interessantes, proveitosas e úteis para os demais.

    Ainda assim eu não sei... não sei porque sinto falta de algo/alguém que não sei o que/quem é... é como se eu tivesse alcançado um patamar na vida em que o que quero vai além do que posso conquistar por mim mesmo, faltam as conquistas que surgem apenas da partilha, da convivência, da comunhão. Parece que naum importa o que eu faça, não serei capaz de me sentir "pleno", sempre falta algo... sempre falta metade.

    E falando em faltar metade... Às vezes eu gostaria de ser menos "monge", talvez um pouco menos compreensivo também, por vezes me pergunto de que adianta tudo isso, e a metade que pergunta ao mesmo tempo se vangloria e se irrita, porque a metade que deveria responder não sabe a resposta, mas nega-se a ser diferente. O fato é que se agisse de outra forma estaria me sentindo mal do mesmo jeito, porque seria a outra metade a reclamar... E o pior é que essas duas metades naum formam um todo, ou seja, ainda que cheguem a um acordo, não serão plenas...

    Diz-se por ai que o "Grande Autor" 'escreve certo por linhas tortas', ter certeza sobre a veracidade dessa crença seria algo realmente confortante para mim, pois eu saberia que tudo o que se passa comigo tem um "propósito maior".


    "Somos anjos que possuem apenas uma asa, para voarmos ao paraíso é preciso encontrar aquela(e) com quem completamos um par de asas"

    quinta-feira, 30 de junho de 2005

    Tempo, tempo mano velho...

    Faz já bastante tempo que não dou as caras por aqui, muita coisa aconteceu desde a última vez que escrevi aqui: me tornei um dos diretores do Centro Acadêmico de Relações Internacionais, o semestre terminou, curti muito as minhas aulas de alemão, assisti a vários filmes bons, participei do terceiro Simulois (e lá conheci alguém que depois se tornou alguém muito especial), tive que me virar para fazer mil provas e trabalhos pra fechar o semestre, mas no fim tudo deu certo, e o começo está próximo.

    O começo de um mês que tem tudo pra ser muito bom. Num mesmo mês frequentarei uma mostra de cinema europeu (hj assiti um filme Grego - "Estou cansado de matar seus amantes" - cuja trama é consideravelmente envolvente, e um tanto fora dos padrões Hollywoodianos - o que, sem dúvida é uma qualidade); Irei ao Porão do Rock (Com show do Shaaman, dos Ratos de Porão, do Móveis Coloniais de Acaju, dentre várias outras bandas); irei, também, no festival de inverno de música clássica; fora todos os pequenos planos de fondues, cachoeiras, saraus e passeios no parque. Tudo isso, que já eram para mim pedacinhos do céu na terra, agora com muito mais cor, sabor e vida! Porque? Simples: estou apaixonado. Eh... eu sei, esta história de paixão merece explicação.

    Por volta de um mês atrás aconteceu o Terceiro Simulois (uma simulação das Nações Unidas promovida por um colégio aqui de bsb para os seus alunos e organizado pelos alunos de Relações Internacionais da UnB), do qual acabei participando meio que por acaso. O fato é que me diverti bastante na simulação, encarnei o personagem (representei os EUA) e isso criou todo um clima que tornou tudo ainda mais interessante e divertido. Porém, nos dois dias de simulação, eu estava mal dormido e, consequentemente, um tanto mal humorado e distante do mundo real, resultado: não me inturmei com as pessoas que conheci e que passaram dois dias quase inteiros convivendo comigo. Não fosse a atitude de uma certa delegada, uma oportunidade muito feliz teria passado em branco.

    A verdade é que não passou. Conversamos um pouco no último dia, depois pelo MSN, saímos, e agora estamos namorando há quase um mês. Muito tempo se passou desde que eu senti a minha felicidade fluir a partir de dentro, há muito não sabia o que era compartilhar momentos da minha vida com alguém que não fosse apenas uma amiga. O nobre e adorável laço da amizade é sem dúvida algo maravilhoso, mas às vezes é insuficiente aos desejos do corpo e do espírito. Uma nova luz vem surgindo dentro de mim nos últimos dias, acordando e renovando o que havia sido adormecido e oxidado...

    Bem caros amigos, nunca consegui fazer desse blog um relato de minhas experiências em Brasília, como era o meu intuito inicial, por outro lado, acabei por fazer dele um relato de meus sentimentos e pensamentos, que não deixam de ser uma forma de compreender a minha vida distante de vocês. Espero que o que escrevo aqui ajude a diminuir - ou a aumentar ainda mais - a curiosidade de vocês sobre o que tenho feito e como tenho vivido por aqui.

    domingo, 22 de maio de 2005

    A vida num "recorte" de e-mail

    Estava escrevendo um e-mail para uma amiga minha - sim Lys, esse é um pedaço do e-mail que eu te escrevi, então podes economizar o teu tempo e não ler (hehehe) - e gostei do que escrevi sobre a minha vida aqui em Brasília, achei que servia como um bom resumo geral, e por isso resolvi postar aqui, unindo o útil ao agradável:


    "Aqui a vida anda a passos lentos, algumas vezes fico atolado com as matérias - diferente de você não consigo por ordem e previsibilidade na minha vida, continuo achando que "o acaso vai me proteger enquanto eu andar destraído" - outras eu simplesmente me sinto a deriva num mar sem vento!

    Continuo um solitário, tanto de "parceira" como de amigos, vocês e fazem uma falta maior do que jamais imaginei. Me conformo com minha situação e tento tocar as coisas em frente, mas as vezes me sinto meio sem chão, mesmo quando estou rodeado de gente me sinto só, e mesmo quando me divirto em "atividades coletivas" parece que a diversão e individual de cada um, e não uma coisa realmente coletiva... acho que me falta uma sensação de pertencimento, não consigo deixar de pensar que "não sou daqui"...

    Ainda assim tenho tido ótimos momentos, tenho conhecido muitas coisas novas: estilos musicais diferentes, formas de pensar diferentes, novas idéias, etc. Tenho também aprendido a me divertir sozinho e a pentelhar as pessoas para que se divirtam comigo - sim, eu preciso realmente pentelhar as pessoas para que elas se divirtam, um absurdo isso! mas um absurdo real - a cada dia que passo fico melhor nisso, mas as pessoas também vão se tornando mais difícil de convencer, acho que isso tem haver com o fato de que elas estão cada vez mais próximas da temível vida adulta.

    Como comecei a estagiar na Divisão do Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, tenho menos tempo livre do que jamais tive, e o estágio também me impôs uma rotina, pra dizer a verdade, ele, a natação e as aulas tomam todo o meu tempo ao longo da semana, sendo que saio de casa todos os dias por volta das 8h da manhã e nunca chego antes das 22h. Uma tremenda canceira!!!

    Para combater essa "rotina de adulto" acabei tendo que criar uma outra rotina, uma espécie de rotina para fugir da rotina, a qual inclui ir ao teatro nacional assistir aos concertos semanais, tirar um tempo para conversar com as pessoas na faculdade e, principalmente, matar aulas chatas pra fazer algo mais interessante ou importante. E assim eu vou vivendo..."

    domingo, 15 de maio de 2005

    Lançamento do CD IDEM pelo MCA e Biovinil

    Há tempos que a frequência aqui tem sido rara. Escrever sobre os fatos do cotidiano então, é algo que faço muito esporádicamente, venho então dar uma palhinha da minha vida em Brasília.

    Na sexta última (13/05/2005), teve lançamento do Cd dos Móveis Coloniais de Acaju, banda de estilo indescritível que, entre outras coisas, mistura Ska e Balalaika. O Show foi excelente, dancei, cantei algumas músicas e fui tentar pegar autógrafos dos caras no CD que enviarei para uma amiga minha (Doce e queridíssima Vívian!) em Salvador, infelizmente não consegui conversar com os caras e pegar os autógrafos, mas isso é algo que posso conseguir por outros meios. Cheguei em casa lá pelas 4 da matina.

    No sábado (ontem, 14/05/2005), rolou a Biovinil, festa do pessoal da Biologia que toca músicas dos anos 50 aos 80. Teve banda cover dos Beatles, uma outra tocando vários "clássicos" como "Get along gang" e "muppet babys" e, ao final, um cover do Elvis com direito a roupa e tudo!! (aheuieheiu) Me diverti pacas cantando e dançando junto com o pessoal. Tinha tanta gente conhecida lá que sempre que me perdia achava uma galera diferente com quem passar um tempo!! Não posso deixar de mencionar os Ataris, é isso mesmo, tinha alguns Ataris lá pra gente matar a saudade (sim, eu joguei atari quando criança! algum problema com isso?), joguei um pouco de tenis e relembrei o quanto era simples se divertir naquela época!!!

    Hoje, dia de ressaca (física apenas), corpo doído, sono eterno, muita comida pra repor as energias e uma vontade enorme de não fazer nada.

    Ah!!! Entre ontem e hoje - comecei ontem, terminei hoje - eu assisti "Monty Pyton em busca do Calice Sagrado", uma comédia muito original e divertida do tempo em que fazer cinema exigia esforço dos homens e não dos computadores!

    Essa edição fica por aqui...

    Chega de ser trigo, o lance agora é ser o Vento!!!

    Cansei de reclamar de tudo! Cansei de resmungar pelos cantos! Cansei de me julgar não feliz! Cansei de cansar! Chega de reclamações tão infundadas e de uma insatisfação tão crônica e profunda por parte de alguém que muito tem e pode ainda mais! É verdade que o dinheiro e curto e o mês comprido, mais verdade ainda que o dia só tem 24h e as obrigações demandam 30h.

    Já não é mais possível ficar olhando o céu por horas. Conversar sem compromisso já não é mais algo tão frequente. O ócio criativo dá lugar ao negócio produtivo. Ainda assim há como ser feliz!

    É preciso aproveitar cada gota do que resta da tão ignorada felicidade original, aquela responsável pela eterna nostalgia dos seres que sempre julgam o passado como a fase mais feliz de suas vidas. Nascemos felizes e crescemos infelizes, tudo porque ao passo em que crescemos cresce a nossa insatisfação com a vida. Parece que quanto maiores ficamos maior o buraco a ser preenchido, é como se os anos escavassem em nós um poço profundo, sem nada colocar no espaço aberto.

    Mas, o pouco que ainda nos resta da nossa felicidade orignial - aquela com a qual nascemos e que, como disse, faz o passado parecer tão feliz e prazeroso - é mais do que suficiente para sermos pessoas plenas e felizes, é preciso apenas mudar a nossa postura em relação ao que temos, perdoem-me o clichê, mas é preciso sempre "ver o copo como meio cheio", considerar que o pouco que temos é o que precisamos para ter mais, e não a prova de que algo nos falta. Não é porque as coisas não dão certo uma vez que darão sempre, e não é porque deram errado até agora que vão continuar assim!

    Sei que estou escrevendo um verdadeiro apanhado de frases de auto-ajuda, mas o fato é que elas são verdades óbvias que ninguém quer enchergar e considera banais, sou obrigado a reconhecer que estes escritos de caráter puramente comercial tem, escondidos sob toda a baboseira, algo de importante a dizer, ainda que isso acontece contra a vontade ou mesmo a revelia dos que os escrevem. Enfim, estou escrevendo apenas para registrar a minha decisão de mudar de atitude em relação a vida, sei que ja disse isso algumas vezes a várias pessoas, mas nem por isso desisto de tentar, quero de agora em diante lidar diretamente com a realidade e todos os seus condicionantes, chega de elocubrar suposições exponencialmente infinitas e irreais - e mesmo, algumas vezes, surreais - se a vida é mesmo um moinho, cansei de ser um trigo, chegou a hora de me tornar o vento - ou a água - que move as suas pás, é hora de tomar as rédeas, olhar para frente, pensar, enxergar e agir positivo e deixar de tanta reclamação, se algo não me satisfaz é preciso modificá-lo, se não tenho o que quero não devo reclamar, mas buscar conseguir!!!

    E está dito!!!